«Estou convencido de que quem governa a Igreja pode mostrar um caminho
melhor do que aquele que conseguiu mostrar a encíclica Humanae vitae. A Igreja recuperará assim a credibilidade e a
competência. (…) Provavelmente, o Papa não retirará do mapa a encíclica. Mas
pode redigir uma nova e até ir mais longe. O desejo de que o magistério diga
qualquer coisa de positivo sobre a sexualidade, justifica-se. Noutros tempos,
talvez tenha havido demasiados pronunciamentos oficiais da Igreja relativamente
ao sexto mandamento. Algumas vezes teria sido melhor que tivesse ficado
calada.»
Cardeal Carlo Maria Martini, Colóquios
Noturnos em Jerusalém, pág. 132 (ed. Gráfica de Coimbra 2).
Depois de ler a primeira encíclica de Bento
XVI, "Deus caritas est / Deus é amor", que julgo ser o primeiro
documento papal a falar de modo positivo do amor eros, pensei que a
revogação-na-continuidade da Humanae
vitae estava para acontecer.
Depois veio a encíclica sobre a esperança. Mas é melhor não esperar por tal.

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